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	<title>Locução e Produção de Audio - 55 11 7627 4934</title>
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	<description>locução publicitária &#124; trilhas para teatro &#124; criação e implantação de podcasts &#124; criação e desenvolvimento de programas de rádio &#124; voice over &#124; narração &#124;</description>
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		<title>Paulo Leminski &#8211; Do livro Distraídos Venceremos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 18:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[.
&#8220;Que flecha é aquela no calcanhar daquilo? Pela pena, é persa, pela precisão do tiro, um mestre. Ora, os mestres persas são sempre velhos. E mestre, persa e velho só pode ser Artaxerxes ou um irmão, ou um amigo, ou discípulo, ou então simplesmente alguém que passava e atirou por despautério num momento gaudério de [...]]]></description>
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<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>&#8220;Que flecha é aquela no calcanhar daquilo? Pela pena, é persa, pela precisão do tiro, um mestre. Ora, os mestres persas são sempre velhos. E mestre, persa e velho só pode ser Artaxerxes ou um irmão, ou um amigo, ou discípulo, ou então simplesmente alguém que passava e atirou por despautério num momento gaudério de distração&#8221;.</p>
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		<title>Objeto Sujeito (Paulo Leminski)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 18:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[.
Objeto Sujeito
(Paulo Leminski)
você nunca vai saber
quanto custa uma saudade
o peso agudo no peito
de carregar uma cidade
pelo lado de dentro
como fazer um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito
nunca saber direito
você nunca vai saber
o que vem depois do sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo
você nunca vai saber
e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>Objeto Sujeito<br />
(Paulo Leminski)</strong></p>
<p>você nunca vai saber<br />
quanto custa uma saudade<br />
o peso agudo no peito<br />
de carregar uma cidade<br />
pelo lado de dentro<br />
como fazer um verso<br />
um objeto sujeito<br />
como passar do presente<br />
para o pretérito perfeito<br />
nunca saber direito</p>
<p>você nunca vai saber<br />
o que vem depois do sábado<br />
quem sabe um século<br />
muito mais lindo e mais sábio<br />
quem sabe apenas<br />
mais um domingo</p>
<p>você nunca vai saber<br />
e isso é sabedoria<br />
nada que valha a pena<br />
a passagem pra passárgada<br />
xanadu ou shangrilá<br />
quem sabe a chave<br />
de um poema<br />
e olha lá</p>
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		<title>Os Três Mal Amados &#8211; João Cabral de Melo Neto</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 15:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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.

 
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
</span></strong></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés.  Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.</span></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.</span></h4>
<h2>As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia &#8221;Os Três Mal-Amados&#8221;, constante do livro &#8221;João Cabral de Melo Neto &#8211; Obras Completas&#8221;,Editora Nova Aguilar S.A. &#8211; Rio de Janeiro, 1994, pág.59.</h2>
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		<title>Demos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa Saúde
_
Villares
Material produzido pelo Sérgio Buzz da Popcorn?!? de Curitiba, eu gravei a locução no meu home studio aqui em São Paulo e mandei por e-mail para o Sérgio.
Rede Eldorado &#8211; Sportcenter
Atualmente faço a voz masculina padrão da Rádio Eldorado AM e da Rede Eldorado, gravo as vinhetas e chamadas da programação, é um trabalho bem bacana, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nossa Saúde</strong></p>

<p><span style="color: #ffffff;">_</span></p>
<p><strong>Villares</strong></p>

<p>Material produzido pelo Sérgio Buzz da <em>Popcorn?!?</em> de Curitiba, eu gravei a locução no meu <em>home studio</em> aqui em São Paulo e mandei por e-mail para o Sérgio.</p>
<p><strong>Rede Eldorado &#8211; Sportcenter</strong></p>

<p>Atualmente faço a voz masculina padrão da <em>Rádio Eldorado AM</em> e da <em>Rede Eldorado</em>, gravo as vinhetas e chamadas da programação, é um trabalho bem bacana, eu gosto muito de rádio.</p>
<p><strong>ADVB Paraná</strong></p>

<p>Este foi feito com a <em>Jamute Audio</em>, gosto muito das produções do James, quando eu morava em CWB gravava bastante com ele, agora a gente continua trabalhando mas eu aqui e ele lá, não é tão divertido mas funciona.</p>
<p><strong>Campanha de Vacinação</strong></p>

<p>Produção da <em>Ritmika</em> de São Paulo, neste eu fiz a assinatura&#8230;</p>
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